136- Legitimidade do lucro
«Se o ganho, que é o fim do comércio, não implica em si qualquer elemento honesto ou necessário, não implica também qualquer coisa de mau ou de contrário à virtude. Deus não impede que ele seja ordenado a um fim necessário, ou mesmo honesto. E assim, desde logo, o negócio torna-se lícito. É o que se passa quando um homem se propõe empregar o ganho moderado que ele procura no negócio para sustentar a sua família, ou socorrer os indigentes, ou ainda quando ele se entrega ao negócio para a utilidade social, a fim de que a sua pátria não seja privada do necessário, ou quando ele busca o ganho, não como um fim, mas como salário do seu esforço» (ST II-II 77, 4) |