102- Consciência e livre-arbítrio
«O julgamento da consciência consiste simplesmente no conhecimento, enquanto o julgamento do livre-arbítrio consiste na aplicação do conhecimento à vontade. Este é o julgamento da escolha. É por isso que o julgamento do livre-arbítrio é por vezes pervertido enquanto o da consciência não. Por exemplo, quando alguém examina o que está para ser feito eminentemente e julga (como se fosse ainda especulativamente em referência aos princípios) que isto é mal, por exemplo ter relações sexuais com esta mulher. Mas, quando se prepara para agir à luz disto, outros factores de uma variedade de origens entram em jogo, como o prazer prometido pela actividade sexual, por cujo desejo a razão fica cega e a sua avaliação posta de lado. Assim, uma pessoa erra na escolha e não na consciência, embora actue contrariamente à consciência e seja dito que actua com uma má consciência na medida que os seus actos não se conformam com o seu conhecimento.” (De Veritate 17, 1, 4) |