101- A consciência usa quasi-silogismo

«Dado que um acto de pecado e de virtude é feito por escolha, e a escolha é o desejo do que foi decidido por prévia deliberação, e a deliberação é um certo tipo de investigação, daqui se deduz que em todo o acto de virtude ou de pecado tem de haver uma dedução quasi-silogística.» (De Malo III 9, 7)

102- Consciência e livre-arbítrio

«O julgamento da consciência consiste simplesmente no conhecimento, enquanto o julgamento do livre-arbítrio consiste na aplicação do conhecimento à vontade. Este é o julgamento da escolha. É por isso que o julgamento do livre-arbítrio é por vezes pervertido enquanto o da consciência não. Por exemplo, quando alguém examina o que está para ser feito eminentemente e julga (como se fosse ainda especulativamente em referência aos princípios) que isto é mal, por exemplo ter relações sexuais com esta mulher. Mas, quando se prepara para agir à luz disto, outros factores de uma variedade de origens entram em jogo, como o prazer prometido pela actividade sexual, por cujo desejo a razão fica cega e a sua avaliação posta de lado. Assim, uma pessoa erra na escolha e não na consciência, embora actue contrariamente à consciência e seja dito que actua com uma má consciência na medida que os seus actos não se conformam com o seu conhecimento.” (De Veritate 17, 1, 4)

110- Razão, bem e mal

«Os costumes humanos definem-se em relação à razão, princípio próprio dos actos humanos, de forma que chamamos bons aos costumes que concordam com a razão e maus os que lhe opõem» (ST I-II 100, 1)

118- A vontade é o facto

«A vontade é para Deus tomada como o facto (Voluntas enim apud Deum pro facto reputatur)» (Collationes de decem praeceptis, art. 12)