19- O homem é imagem de Deus

«É manifesto que no homem há alguma semelhança com Deus, copiada de Deus como de um exemplar. Mas esta semelhança não é de igualdade, pois tal exemplar excede infinitamente a sua cópia. Assim, há no homem uma semelhança com Deus; não, realmente, uma semelhança perfeita, mas imperfeita.» (ST I 93,1)

96- O homem só quer o bem

«Tudo o que o homem quer e deseja, é necessário que seja para o seu fim último, e duas razões o demonstram. Primeiro, tudo o que o homem deseja, deseja-o como um bem, e se não é como o bem perfeito, que é o fim último, é preciso que seja como tendendo para o bem perfeito; pois o começo de uma coisa inclina para a sua consumação, como se vê nas obras da natureza e nas obras da arte. Assim, todo o começo de perfeição dirige-se para a perfeição consumada, realizada pelo o fim último.

«Em segundo lugar, o fim último comporta-se, no movimento que imprime ao nosso apetite, como o primeiro motor nos movimentos de outro género Ora é manifesto que as causas segundas não exercem a sua acção senão sendo elas mesmas movidas pelo primeiro motor. Assim, o desejável secundário não pode mover o apetite senão em razão da sua relação com desejável primeiro, que é o fim último.» (ST I-II 1, 6)