S: Alberto Magno


Breve Biografia de S. Alberto Magno

Alberto de Bollstädt (cerca de 1205-1280), chamado Albertus Magnus era o filho mais velho do conde de Bollstädt, nascido em Lauingen, na Suábia, Baviera. Pouco se sabe da sua infância, até que, na universidade de Pádua em 1223 ele entrou na Ordem Dominicana. Ensinou em várias universidades até que em 1245 foi enviado para Paris. Aí recebeu o grau de doutor e atingiu uma enorme fama, atraindo para as suas aulas muitos alunos. A sua maior obra, porém, foi ter descoberto e ensinado S. Tomás de Aquino, o “anjo das escolas” e a principal figura da escolástica. Este acompanhou o Mestre quando em 1248 foi fundar os estudos em Colónia.

Em 1254 Alberto foi feito provincial da sua Ordem na Alemanha. Tendo viajado para Roma para defender os mendicantes dos ataques de inimigos, ocupou o prestigiado lugar de “Mestre do Sacro Palácio” papal. Em 1257 abandonou o lugar de provincial para se dedicar ao estudo, mas foi eleito bispo de Ratisbona em 1260, lugar de que resignou em 1262. Passou o resto da vida pregando pela Baviera, estudando e escrevendo, retirado em casas da sua Ordem. Foi activo na pregação da oitava cruzada na Áustria.

Participava no 2º concílio de Lião, em 1274, quando soube da morte do seu ilustre discípulo Tomás, verificada no caminho para esse encontro. Declarou então: “a luz da Igreja foi extinta”. Diz-se que a partir de então nunca conseguiu reter as lágrimas quando se falava do seu antigo aluno. Mas em 1277 teve de defendê-lo da condenação do bispo de Paris, Étienne Tempier. No ano seguinte sofreu um colapso que o tornou inválido até à sua morte em 15 de Novembro de 1280. Foi beatificado pelo papa Gregório XV (1554-1623, papa desde 1621) em 1622 e canonizado por Pio XI (1857-1939, papa desde 1922) em 1931.

A vastidão dos conhecimentos do chamado Doctor Universalis era impressionante. Os seus interesses estiveram sempre mais na Filosofia e nas Ciências Naturais do que na Teologia. As suas obras constituem uma verdadeira encicl opédia. Foi um dos introdutores do conceito de “afinidade” na Química, um analista de teoria da Música e estudioso de Astronomia, Matemática, Metafísica e Biologia. O seu valor inestimável foi como antecessor das futuras ciências experimentais. Os seus princípios eram “a finalidade das ciências naturais não é apenas aceitar as afirmações de outros, mas investigar as causas que existem na natureza” (De Mineralium, lib. II, tr. ii, i) e “Experimentum solum certificat in talibus” (“Só a experiência nos pode certificar nessas coisas” De vegetabilibus et plantis, VI, tr. ii, i). Muitos e famosos cientistas posteriores declararam a sua dívida intelectual para com ele.